quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Do luto...

A alma fugiu decepcionada
Para sempre vagou perdida
Com o horror vivenciado

Coração sangrando partido
Depois que os ruinosos dedos
Apunhalaram mil vezes
Aqueles afetos inocentes
Colhidos no campo dos girassóis
Na primavera colorida da vida

O respeito, a lealdade, a amizade
Todos martirizados pelas mãos
Tremulas do desamor

O verão não pode nascer
Foi abortado com a dor
Da vitória do fracasso
Naquele nefasto dia

[... restaram o espanto e a melancolia]


“Em mim há um anjo e um demônio e que, ao contrário do que se pode pensar, não brigam entre si, convivem” ( Mário Quintana)

2 comentários:

Célia Gil, narciso silvestre disse...

Os seus poemas estão cada vez melhores e mais intensos! Bjs

Alice Luconi disse...

Olá minha querida amiga.Saudades tuas...

Obrigada adorei tuas palavras.

Bjs,ALICE